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Entrevista com o grupo DOM



O que significa gravar um CD para um artista, em especial um artista católico, e qual a sua importância para a caminhada de evangelização do grupo?

Qualquer CD gravado por um grupo, inicialmente representa sempre duas coisas: de um lado, a expressão de um trabalho que se realiza e de outro, o começo de uma nova fase do trabalho. No caso da música católica não é muito diferente. O artista ou músico católico tem que estar ciente que sua missão é unir arte e fé. Sabemos que, se existem muitas maneiras de se transmitir a palavra de Deus, existe também uma forma "artística" de fazê-lo.

E é essa forma "artística" que se encontra imortalizada em inúmeras obras sacras que chegaram até os fiéis de hoje: centenas de pinturas e esculturas, projetos arquitetônicos de Igrejas e Catedrais, afrescos e retábulos, inúmeras obras musicais sacras de grandes compositores como Schubert, Mozart, Vivaldi e tantos outros. Hoje, os artistas devem perpetuar esta missão de apresentar, ilustrar e construir novas maneiras através das quais tantas pessoas e eles mesmos, os próprios artistas, possam conhecer e mergulhar, se aprofundar e contemplar o fabuloso mistério que é o eterno amor de Deus por nós. Esse é o nosso caminho, esta é a nossa missão.

Como acontece a escolha do repertório do CD?
A escolha de um repertório para gravação de um CDé sempre decidida com muita calma, pois precisamos entender o momento que o grupo vive e descobrir a temática deste trabalho. O CD precisa transmitir uma unidade para quem está ouvindo. Neste processo, tentamos estar atentos à ação do Espírito Santo em nossas orações e, com o uso da razão, sermos bastante criteriosos para que a obra evangelizadora esteja sempre em primeiro lugar.

O DOM lançou seu primeiro CD de forma independente. O segundo será feito da mesma forma?
Sim. Nós nos tornamos uma produtora para que pudéssemos continuar a produzir com um mínimo de estrutura nosso trabalho. Isto não significa que não possamos nos associar ou até trabalhar dentro de uma outra produtora, mas isto até hoje não ocorreu. Por isso definimos para este trabalho, que a produção executiva ficaria a cargo da Dom Produções e a produção artística sob direção do Filipe Freire.

De que forma o tempo passado em eventos, retiros, apresentações se reflete no amadurecimento do grupo?
Reflete inteiramente, pois o artista, e em especial o artista católico, deve falar, escrever e tocar aquilo em que acredita e vive. Este amadurecimento expressa principalmente um aprofundamento na responsabilidade de evangelizar sempre mais e cada vez melhor. Como diz São Paulo:" Ai de mim se não anunciar o evangelho!".

Quais as novidades que podemos esperar para este segundo disco?
O repertório deste CD é inédito. Temos uma composição chamada "Permanecer no Amor" que é a primeira música composta por todos do DOM e também duas canções do Bruno Camurati da banda Em Nome do Pai, um grande irmão nosso. Enfim, o trabalho continua focado nos violões e na identidade estética já conhecida no CD "Tudo é do Pai".

  
  
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